segunda-feira, 23 de novembro de 2020

ANÁLISE: TRÊS MOTIVOS PARA O CORINTHIANS COMEMORAR O EMPATE DIANTE DO GRÊMIO

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Mancini acerta ao falar em possibilidade de jogo ser o "divisor de águas" no Timão 
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 Por Ana Canhedo — ge 

 Vagner Mancini parece ter bastante razão ao dizer que o empate sem gols com o Grêmio, na noite do último domingo, pode ser um divisor de águas para a equipe no Campeonato Brasileiro. 

 De fato, o Timão contou com três elementos importantes para se segurar na Neo Química Arena: destaques individuais, organização tática e força mental. 

 Na tabela, porém, a situação segue complicada: o Timão está a dois pontos da zona do rebaixamento do Brasileirão e tem na próxima quarta-feira, contra o Coritiba, fora de casa, uma missão importante para se livrar da possibilidade de voltar às últimas posições da tabela. 

 O primeiro ato 
Mesmo com o retorno de Xavier após cumprir suspensão, Mancini optou por uma equipe com Gabriel na contenção à frente da zaga. 

Cantillo e Jonathan Cafú ganharam suas primeiras chances entre os titulares. 

 Já Matheus Davó teve a quinta oportunidade seguida entre os titulares. Não era, contudo, o dia do garoto. Logo nos primeiros minutos, foram diversas intervenções do técnico e dos companheiros pedindo concentração ao jovem atacante ao avançar a linha de marcação ainda no campo de ataque. 

 Foram 28 minutos entre o começo do jogo e a expulsão de Marllon, que terminou com a troca de Davó por Bruno Méndez. 

Mesmo com um a menos, o Corinthians colocou em prática o primeiro ato para se manter nos trilhos: organização. 

 Com duas linhas de quatro jogadores e Luan postado um pouco mais à frente, o time conseguiu conter o ímpeto do Grêmio pura e simplesmente por estar organizado.

Concentrado, o Timão se dedicou a marcar e organizar saídas rápidas. 

Deu certo quando apostou na dupla Luan-Fagner. 

 Segundo ato 
Melhor em vários momentos do jogo, o Corinthians se apoiou em destaques individuais. 

Alguns de análise mais fácil, como o lateral-direito Fagner, apoiando o ataque tanto pelas beiradas quanto pelo meio e dono da melhor chance da equipe no jogo (defendida por Vanderlei). 

 Outros de análise mais complexa, como Gabriel, o maior ladrão de bolas do jogo com oito desarmes e excelente posicionamento defensivo no meio de campo. 
Sustentação para um time sendo pouco a pouco minado pelas circunstâncias da partida. 

 Nenhum deles, porém, melhor no jogo do que Luan - em ação na foto acima, de Rodrigo Coca - Ag. Corinthians.

Ele deu 30 passes certos, três desarmes, duas finalizações e uma enorme capacidade de adaptação às mudanças impostas pela partida. 

O crescimento do futebol do camisa 7 pode ser fundamental para o sucesso futuro da equipe. 

 Terceiro ato 
Vislumbrar uma vitória com um a menos diante de um forte rival já era cenário interessante para a Fiel torcida e foi ganhando corpo nos primeiros minutos da etapa final. 
Mas se perdeu na expulsão de Otero, aos 20 minutos. 

Eis que mais uma vez foi colocada à prova a força mental no jogo. 

 Manter o nível de concentração durante 90 minutos é tarefa árdua. 
Perder um jogador complica a missão. 
Dois, então, torna quase impossível. 

Mas, para o Corinthians, deu certo no jogo contra o Grêmio. 

A dez minutos do fim, a chance mais perigosa foi do Timão. 

 Fechado atrás, compacto e com mudanças sem perder a qualidade, a equipe suportou a pressão. 

Passou no teste do que pode ter sido a virada no campeonato. 

 Os números do Corinthians no jogo: 32% de posse de bola 6 finalizações 232 passes certos 61 passes incompletos 28 desarmes.
Mas foi tão bom assim? Não. 

Nem tudo são flores para o Corinthians. 
Há muito o que se melhorar. 

O Timão ainda não venceu no mês de novembro e está em um jejum de três jogos sem vitória no Brasileirão. 

 Algumas posições do time ainda parecem mal resolvidas, como a ponta, e o excesso de desfalques toda a rodada não facilita o trabalho de Vagner Mancini. 

Para a próxima quarta-feira, o treinador já sabe que não terá Otero, Cantillo e Marllon à disposição, todos suspensos.

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